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O papel da família e da escola na prevenção das DST, gravidez na adolescência e uso de drogas. |
Cada vez mais, os pais e educadores em geral, se deparam com duas clássicas dificuldades:
1) Informação superficial sobre as mais variadas formas e apresentações de drogas, seus usos e suas conseqüências, sentindo-se inseguros quanto à possibilidade de seu filho ou educando estarem experimentando ou usando algum tipo delas. Com relação à sexualidade, o fenômeno da desinformação não é tão representativo, a preocupação maior dos pais é assegurarem-se de que os filhos conhecem os verdadeiros riscos das relações sexuais sem prevenção, tanto no que diz respeito à contaminação por DST, quanto à gravidez indesejada. No entanto, ainda existem famílias superficialmente informadas sobre as DST.
2) Pais e educadores sentem-se de mãos atadas quando precisam se comunicar com os filhos ou alunos sobre os temas acima citados. Procuram transmitir o que sabem e o que temem, porém percebem que os efeitos dos seus esforços são frágeis, que os jovens, invariavelmente não agem como gostariam que agissem e estão aí, no mundo à mercê dessas ameaças.
A proposta principal para a remissão dessas dificuldades é:
1) levar aos pais e educadores, informações atualizadas sobre o uso e respectivas conseqüências das drogas, inclusive das lícitas como o álcool e o cigarro e os motivos do adolescente para o uso, bem como os dados estatísticos mais recentes sobre as DST, formas de contaminação, sintomas, e suas conseqüências.
2) Fornecer-lhes um repertório de habilidades de comunicação visando ampliar a possibilidade de acesso e interação com seus filhos e educandos, numa leitura moderna de educação de jovens e crianças, na qual pais e professores priorizem a educação psicossexual (crenças, tabus, posturas e valores a respeito de relacionamentos e comportamentos sexuais e, principalmente de como lidar com os produtos da própria sexualidade deles) e evitem se colocar à margem das questões falando exclusivamente sobre a educação sexual biologizada (aquela dos aparelhos reprodutores, formação dos espermatozóides e do óvulo, relação sexual, penetração, uretra, trompas, esperma, fecundação, ovo, concepção, gravidez, DST, prevenção e métodos preventivos) ou os perigos das drogas de forma generalizada. E ainda, mostrar também, suas dúvidas e inseguranças, tanto na época em que eram jovens e passaram exatamente pelas mesmas situações que os filhos hoje estão passando, quanto assumindo as inseguranças e desinformações atuais, propiciando assim, maiores possibilidades de formação de vínculo e, conseqüentemente, facilitando a prevenção.
As intenções dos pais na educação dos filhos são as melhores possíveis, no entanto algumas famílias desinformadas não se preocupam como deveriam em controlar, por exemplo, o uso de álcool pelos filhos, por desconhecerem as reais conseqüências dessa atitude.
Segundo a OMS, 1.5 bilhão de pessoas no mundo, sofrem de alcoolismo, contra 55 milhões de dependentes de drogas ilegais. Estudos recentes da Universidade da Califórnia e de outros pesquisadores americanos dão conta de que quanto mais cedo o jovem começa a beber, maiores são as conseqüências no futuro, como deficiências na aprendizagem e na memória, falta de motivação, alarmante aumento na probabilidade de desenvolvimento de alcoolismo, comportamentos impulsivos e agressivos como brigas e acidentes de trânsito, por exemplo, e práticas sexuais sem proteção. Mesmo com toda essa informação muitos pais ainda se preocupam somente com as drogas ilícitas.
Assim, como já dissemos, a informação é o principal objetivo deste trabalho. Informações científicas, resultados de pesquisas de instituições reconhecidamente sérias como a OMS, e da Ciência da Psicologia do Comportamento Humano no que se refere a comportamentos.
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